o caminho para a felicidade

Este blog é nada mais que o relato da minha luta contra a compulsão alimentar. O caminho a percorrer pode ser longo e difícil, mas eu vou conquistar a minha felicidade! Eu sou capaz.

21 maio 2006

Mais relaxada, mas mais insegura…


Pois é, estou mais descansada e relaxada do que a última vez que postei, mas também um pouco mais insegura porque esta semana passei por vários desafios. A compulsão “atacou-me”. Consegui resistir em todas as situações, mas como já não sentia aquele desejo incontrolável de comer este mundo e o outro há muito tempo, já não estava habituada à sensação de falta de controlo. Felizmente, consegui analisar o que estava a sentir – porque, de facto, cada vez estou mais consciente de que a minha obsessão pela comida é motivada por factores psicológicos – e contornar a situação.
Por exemplo, no sábado passado, à tarde, senti pela primeira desde há quase dois meses, uma compulsão. Apetecia-me comer asneiras, fosse o que fosse. Não interessava o que ia comer, porque, no fundo, eu nem tinha muita fome, o que eu queria era algo que me preenchesse o estômago e a alma rapidamente. Algo que ocupasse o meu tempo e me consolasse. Porquê? Porque tinha que arrumar a casa, estava atrasada e não tinha vontade nenhuma de o fazer. Comer era uma forma de fugir às minhas responsabilidades, de ocupar o meu tempo com algo que me desse prazer em vez de ocupá-lo com algo que me fosse penível. Após quinze minutos em frente aos armários da cozinha a reflectir sobre isto, decidi que podia fazer um lanche (meia de leite e uma tosta de pão integral com fiambre) até porque sentia alguma fome, mas, após isso, ia descansar. Arrumar a casa não era urgente e do que eu estava a precisar era de dormir um bocado. Foi o que fiz e soube-me tão bem! Especialmente a parte da sesta!
Nesse mesmo dia tivemos o jantar de aniversário de um amigo, mas portei-me razoavelmente bem: uma fatia de pão de alho, uma piza quatro estações, meio copo de champanhe e apenas uma garfada de bolo de aniversário. No entanto, eu não precisava de comer a piza toda. A verdade é que metade da minha piza foi comida por fome e gosto (porque estava muito boa), a outra metade foi por pura gulodice e por falta de disciplina. Mas tudo bem, é normal cometer alguns deslizes de vez em quando.
No dia seguinte, durante o jantar em casa dos meus sogros, senti de novo alguma “pressa em comer” e alguma falta de controlo. Eu não estava a comer normalmente, eu estava sob a pressão de resistir a uma compulsão. Estava constantemente a analisar aquilo que comia e a pensar sobre a forma como estava a comer. Que seca!!! Outra vez a porcaria da obsessão!?! Tentei abstrair-me e comer o que me apetecia. Não foi fácil, mas, quando recusei a segunda fatia de bolo de gelado, porque realmente não me apetecia, fiquei orgulhosa de mim.
Ontem à noite aconteceu a mesma coisa no Pasta Café onde jantámos: comi metade da pasta porque estava com fome e porque me sabia bem, mas a outra metade foi por gulodice e falta de controlo. Resultado: como comi demais, fiquei maldisposta!
É bem feito, para a próxima já não faço o mesmo… espero eu!
Fora estes episódios, a minha alimentação anda normal.

Pequeno-almoço: varia entre leite e cereais, iogurte e tostas integrais, café com leite e tostas ou torrada sem manteiga, leite com Bolero ou Cevada e uma ou duas tostas com queijo, etc.
Lanche a meio da manhã: varia entre um pingo, uma meia de leite, uma peça de fruta, um iogurte, umas tostinhas, umas bolachitas integrais ou algo do género.
Almoço: varia entre uma sopa e uma salada; uma salada e fruta; uma sopa e fruta; massa com um bife ou hambúrguer de frango grelhado; arroz com peixe; legumes salteados com um ovo escalfado… A lista é muito longa, porque vario muito. Não penso muito sobre o que vou fazer para o almoço ou o jantar, tento apenas que seja minimamente saudável. Claro que, de vez em quando, junto um molho de natas ou qualquer coisa do género, para fazer o gosto ao marido e ao meu paladar, mas evito abusar.
Lanche: parecido com o pequeno-almoço e o lanche da manhã.
Jantar: parecido com o almoço.
Ceia: às vezes, antes de ir dormir, gosto de beber leite quente com Bolero ou um chá.

Por isso, como podem ver, nada de especial. Como o que me apetece, quando sinto fome e evito coisas que me fazem mal, até porque, pura e simplesmente, não me tem apetecido. Mas, se me apetecer muito comer um pastel ou umas batatas fritas ou algo semelhante, não me vou restringir. Como para satisfazer o meu gosto, sem culpas ou remorsos. Nesse momento estou em controlo, eu decido o que quero comer, eu saboreio e sinto-me satisfeita. Podemos considerar estes momentos como gostos que faço a mim mesma, até porque cheguei à conclusão que as dietas restritivas aumentam os episódios de compulsão. A diferença disto para a compulsão é que durante esse momento, eu sinto um grande descontrolo, eu não saboreio, como à pressa, engulo, não obtenho prazer gustativo e depois sinto-me culpada. É isto que eu quero evitar. Ultimamente tenho conseguido, mas receio que quando acabar o meu contrato, no início de Setembro, e quando o sol se esconder por detrás do mau tempo, quando o tempo ficar mais frio e apetecer comer coisas mais substanciais, eu não consiga evitar as compulsões.
Mas também não vou estar a “stressar” por algo que pode nem vir a acontecer, não é?
Para já sinto-me feliz
por não ter de passar meia hora a pensar no que vou vestir, as roupinhas estão mais largas e ajustam-se melhor ao meu corpo, os pneus quase nem se notam e, na maior parte das vezes, sinto-me bem com a imagem que o espelho reflecte. Sinto-me feliz porque como o que me apetece, quando me apetece. Sinto-me feliz porque estou a realizar o meu trabalho e sinto-me realizada, porque estou casada há mais de dois anos e continuo apaixonadíssima pelo meu mariduxo. Porque ando a fazer obras em casa e ela está cada vez mais bonita e confortável. Porque uma das minhas melhores amigas está grávida e está quase a ter o bebé, que estou ansiosa para conhecer! Porque a minha irmã parece ter encontrado bons amigos, está a tirar notas razoáveis na Universidade e também me parece feliz. Porque a minha vida já não é controlada pela alimentação e porque sinto que estou no bom caminho para me livrar definitivamente da obsessão pela comida.

Com o vosso apoio e a minha força de vontade, sinto que posso conseguir…

9 Comments:

At domingo, maio 21, 2006, Anonymous jojozinha said...

olá linda

Desculpa a invasao.. :P

mas gostei do teu post, nao podia deixar de comentar! gostei da tua força de vontade, da tua coragem...
é muito bom teres encontrado força para resistires às compulsoes! eu bem sei o qt dificl é... =)

Muito bem mesmo,continua assim

vou te adicionar aos meus links tá bem? e passar por cá mais vezes, se kiseres faz o mesmo..! :P

Beijinh0s! ****

 
At domingo, maio 21, 2006, Blogger Kika said...

ola kittie!

nem te portaste mt bem! axo k ate tens conseguido contronar bem essas situaçoes!
eu qd vou jantar fora tb como tudo ate ao fim.. tenho o sindrome de prato vazio!
é terrivel.. as vezes sinto me mal.. fiko triste mas dp passa!

Como tu tens feito, eu tb tenho comido aquilo que quero sp com moderaçao e os resultados estao a vista!

Claro que nem se compara com aquelas dietas restritivas em que perdes peso a olhos vistos... tem sido muito lentamente... mas prefiro assim... nao ia conseguir viver sp a pensar que nao podia comer x ou y pk dp de certeza ia sofrer uma compulsao!

espero que esteja tudo bem ai!
beijokas*****

 
At segunda-feira, maio 22, 2006, Blogger Luna said...

Linda o meu apoio terás sempre :)
Li-te e mtas vezes é como se me tivesse eu própria a expressar... sabes a compulsão é isso mesmo, e nós como sofremos desse mal, parece que nunca nos livramos dela completamente. MAs, decididamente estás no bom caminho... mais confiante e decidida e isso é mto importante.
Acho q o facto de teres consciencia do q comes, porque comes, da frequencia com q o fazes é mto importante. Aos poucos estás a chegar lá... olha, e nada de pensares já em Setembro... 1º pq n sabes se lá n estarás ainda melhor, 2º pq ficas ansiosa, 3º pq pode até estares numa situação melhor, 4º pq por deixar de haver sol lá fora, n quer dizer q tb tem de o deixar de haver dentro de ti.
Vá linda mta força. Nós continuamos a acreditar em ti!
Força!
Beijocas

 
At segunda-feira, maio 22, 2006, Blogger dani said...

Olá linda!

Gostei muito de ler o teu post. Apesar de sentires compulsão lutaste contra isso. Foste muito forte em resistir. Mesmo não tendo nehuma ligação próxima de ti, sinto-me feliz por ti.

Beijinhos

 
At terça-feira, maio 23, 2006, Blogger António Campos said...

É tão bom ler boas "notícias"!

 
At terça-feira, maio 23, 2006, Blogger Susana said...

Olá.
Axo que já deste um passo importantissimo da tua dieta que é reconhecer os porques das compulsoes assim podes dar a volta por cima e aos poucos vais controlando isso.
Parabéns por entrares no ritmo certo e nao tenahs pressas.
Bjs

 
At sexta-feira, maio 26, 2006, Blogger Aninha said...

Claro que podes conseguir. Se eu fui, provavelmente, a blogueira que sentiu com mais brutalidade a força das compulsões (imaginas como eu estava quando pesava 40 kg, nao?) e mesmo assim estou a conseguir, tu tb consegues. Aos poucos, não é de um dia para o outro.

Mas é o que eu disse à arwen: não é compulsão só pq comemos sem ter fome, senão meio mundo é compulsivo. Compulsão é quando isso é feito dia após dia...e é contra isso que temos de lutar. Mesmo que percamos algumas batalhas, venceremos certamente a guerra.

Uma das coisas que faço: quando sinto fome, como. Já não permito fazer esse mal ao meu corpo; se ele pede comida, dou-lha em quantidades racionais, senão ele vai pedir-me o triplo mais tarde.

Pensa no teu corpo como a casa onde o teu verdadeiro ser (a tua alma) mora. Tens de o tratar bem para te sentires confortável nele. Não o faças passar fome (ninguém se sente bem numa casa vazia...) nem o empanturres (ficas sem espaço para mexer o teu verdadeiro eu...).

Beijinhos e conta cmg

 
At sexta-feira, fevereiro 16, 2007, Anonymous Anónimo said...

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At sábado, março 03, 2007, Anonymous Anónimo said...

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