o caminho para a felicidade

Este blog é nada mais que o relato da minha luta contra a compulsão alimentar. O caminho a percorrer pode ser longo e difícil, mas eu vou conquistar a minha felicidade! Eu sou capaz.

19 dezembro 2005

O início da jornada

Tal como na noite que antecede uma grande viagem, sinto um friozinho na barriga e uma excitação que não sei se é medo ou alegria. Talvez um misto dos dois.
Tenho 28 anos e há 16 anos que tento emagrecer através de dietas, algumas loucas, algumas bem sucedidas, mas nenhuma que realmente resolva o meu problema.
Sempre achei que havia qualquer coisa errada comigo: era demasiado desenvolvida para a minha idade, parecia sempre mais velha que as minhas colegas da escola, era mais alta que a maioria dos rapazes, era mais gorda que as raparigas da minha idade,... Aos quinze anos pesava 60Kg e achava-me gorda. Aos dezoito pesava 63 e queixava-me. Já pesei 82Kg e já emagreci até aos 64Kg, agora estou com 78 (mais ou menos) e sinto-me mal comigo mesma.
Com a passagem do tempo fui-me tornando viciada em comida e adquirindo maus hábitos e problemas psicológicos. Quando estava mais magra, sentia-me bem, mais bem-disposta, divertida, sexy e confiante. Quando estou gorda, sinto-me enorme e pouco à vontade, estou constantemente cansada, fico preguiçosa, parece que nenhuma roupa me fica bem e não tenho vontade de sair porque tenho vergonha do meu corpo. Acabo por me afastar das pessoas, fecho-me e entro em depressão.
Em 2004 cheguei à conclusão que sofria de um grave distúrbio alimentar conhecido como «binge eating» ou compulsão alimentar. Procurei a ajuda de um psiquiatra, frequentei um grupo de terapia, mas isso de pouco ou nada ajudou. Comecei a estudar e a analisar melhor o meu problema, procurando na Internet e em livros.
Encontrei uma clínica de nutrição, perto do local onde trabalhava, onde para além do acompanhamento nutricional e estético, se oferecia um acompanhamento psicológico com supostos psicólogos experientes na área dos distúrbios alimentares. Gastei rios de dinheiro e acabei como sempre: sozinha e com os mesmos problemas.
A conclusão era evidente: ou gastava dinheiro e tempo (de que não disponho) a procurar um médico e/ou psicólogo que fosse realmente competente ou resolvia o problema sozinha.
Por imperativos financeiros, optei pela segunda opção. Mas não tem sido fácil…

Continuo a sofrer pelo meu excesso de peso e, sobretudo, por causa dos meus excessos alimentares. Quero ter uma vida normal e não sofrer desta obsessão pela comida. Independentemente da minha situação, o mais importante é o meu bem estar pessoal. Se eu estiver bem no meu corpo e na minha alma, tudo se torna mais fácil e mesmo as batalhas quotidianas da vida se tornam mais suportáveis. E não falo de cor, eu sei, porque eu já fui magra. Tinha os mesmos problemas familiares e financeiros que agora, mas encarava-os com mais confiança, mais segurança.
E assim nasceu este blog! Inspirada pelo exemplo de outras mulheres que, como eu, lutam contra a compulsão, resolvi fazer-me ao caminho e procurar a minha felicidade, o meu nirvana - tranquilidade mental e estabilidade corporal.
A VIDA TEM DE VALER A PENA!

1 Comments:

At quinta-feira, abril 26, 2007, Anonymous Anónimo said...

Keep up the good work » »

 

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